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O Clube 2018-08-31T17:56:47+00:00

“Desde 1949. Franca Polo Clube, celeiro de campeões.”

Nossa História

No ano de 1949, Doutor Breno Lima Palma, médico residente em Franca, entusiasmou-se com o esporte que havia conhecido em clubes paulistanos. Assistira alguns jogos de polo a cavalo e logo sonhou o mesmo para Franca, cidade com forte pendor equestre. Com novas idas à capital, frequentou clubes campestres cujo foco era a prática desse jogo tipicamente inglês, embora tendo origem no Paquistão e Índia. Decidiu-se a introduzi-lo na sociedade francana, principalmente entre fazendeiros e pecuaristas. Sendo presidente da Casa da Lavoura da cidade,convocou uma Assembleia Geral Extraordinária, no dia 23 de maio de 1951, a ser realizada no salão nobre desta Casa. Acreditava que os sócios desta entidade rural poderiam interessar-se por suas ideias acerca dessa nova modalidade esportiva. Expôs aos presentes que a reunião tinha por finalidade tornar realidade em Franca o elegante e dinâmico esporte praticado na Europa e na Argentina, devido aos numerosos imigrantes ingleses. Para isto, seria imprescindível a fundação de um clube que fomentaria a prática do jogo de polo e da equitação em geral. Colocada em discussão, a ideia foi acolhida, e as sugestões então apresentadas por Doutor Breno foram votadas e aclamadas com entusiasmo. Tudo foi facilitado quando o Sr. Manoel Jacintho Neto (conhecido como NhonhôJacintho), proprietário de uma grande área à margem da rodovia Franca-Patrocínio Paulista, ofereceu-a em doação para o funcionamento e sede do novo clube. Em homenagem a seu progenitor, grande criador e fomentador da equitação na região, este espaço deveria chamar-se “Parque Antonio Jacintho Sobrinho”. Em agradecimento a seu gesto de doação, o Sr. Manoel Jacintho Neto foi nomeado Presidente de Honra da nova associação, que se fundava naquela mesma noite. Procedeu-se,em sequência, a eleição da primeira diretoria da sociedade, portanto nesta mesma reunião, sob a forma de escrutínio secreto, sendo os escrutinadores os senhores Milton Jacintho Guimarães e Elias Vaz de Almeida. Apurou-se o seguinte resultado, acolhido por todos com salva de palmas: Presidente: Breno Lima Palma; Vice-Presidente: João Constantino Junqueira; Secretário: Milton Jacintho Guimarães; Tesoureiro: José Conrado Dias; Conselho Fiscal: Elias Vaz de Almeida, Antonio Jacintho Lemos, Continentino Jacintho da Silva, Antonio Fachardo Junqueira Junior e Laércio de Andrade. Encerrada a sessão de posse assinada pelos presentes, os membros diretores citados acima e os sócios presentes: José Jacintho da Silva, Grimaldi Falleiros Costa, Joaquim Natal, Eduardo Aimela, Paulo Geraldo Pimenta, Carlos Henrique Junqueira, José Luíz da Costa Ribeiro, Reinaldo da Costa Ribeiro, José Rodrigues Vieira, Sebastião da Costa Ribeiro.
Assim, nesta data, tornou-se realidade a fundação do FRANCA POLO CLUBE, nome pelo qual passou a ser conhecido. Esporte que começou a ser praticado cada vez com mais entusiasmo, montando-se para treinamento os primeiros times, principalmente formados por alguns destes fundadores, seus jovens filhos e familiares. Conheciam apenas as regras fundamentais do jogo, até que um funcionário inglês do Frigorífico Anglo de Barretos, praticante do esporte, cedeu-lhes um livro de regras, traduzido para o espanhol por jogadores argentinos. Nele constavam o regulamento, normas e treinamento, além de conselhos sobre os animais adequados. Neste estudo especifico destacou-se em Franca o Dr. Verdi Cintra Chagas, francano que cursou a Arma de Cavalaria na Academia de Agulhas Negras. Desta forma Dr. Verdi foi eleito juiz oficial do Clube de Polo de Franca. Inicialmente utilizaram cavalos mangalarga, que tinham disponíveis nas fazendas, mas mais tarde vieram os cruzamentos com o puro sangue inglês (PSI). A vinda para Franca do Sr. Ruy Celidônio Filho foi um marco para a melhoria dos animais utilizados, pois, como possuidor de cavalos trazidos da Argentina, incentivou os demais jogadores e criadores a utilizarem os mesmos, que elevariam, portanto, o nível das tropas das equipes francanas. Com o decorrer dos anos, cada vez mais Franca se aperfeiçoou no esporte, montando equipes altamente competitivas nos vários torneios realizados entre equipes da região, que também se dedicaram ao esporte, e até mesmo na cidade de São Paulo, posteriormente no Rio de Janeiro (RJ) e em Indaiatuba(SP). Franca mostrou sua autêntica vocação nos anos 60, 70 e 80, com equipes da segunda e terceira geração de polistas, com jogadores mais bem treinados que continuaram firmemente nas competições em níveis cada vez mais elevados. As gerações atuais, já no século XXI, disputaram ombro a ombro os torneios com as grandes equipes internacionais ao redor do mundo, muitas vezes vencedores em vários países da América do Sul, assim como na Austrália, Estados Unidos, Europa e China. As vitórias se acumularam, mas as derrotas contribuíram para alimentar o espírito guerreiro dos fundadores, sendo que alguns veteranos, além de jogadores, se tornaram capacitados “fazedores de cavalos”. A tradição, no entanto, perdura nos treinos amigáveis em campos rurais nas fazendas que eram os locais das antigas “partidas” de seus pais, como nas Fazendas São Manoel e Fazenda Auxiliadora. Muitos dos jogadores e equipes atuais, descendentes dos pioneiros ou outros que também se identificavam com esse espírito de dedicação e aperfeiçoamento, tornaram-se jogadores consagrados, ostentando alguns dos mais altos “handcaps” do Brasil. Aqueles homens de visão que assinaram a Ata de Fundação do pólo francano estariam orgulhosos de seus descendentes, familiares e amigos – os Lemos Jacintho, Caleiro Palma, Chedid, Caleiro Guimarães, Costa Ribeiro, Ribeiro Andrade, Villela Rosa, Chagas, Villela Junqueira, Andrade Junqueira, Ribeiro Garcia, Ribeiro Sandoval, Lima Pucci, etc., filhos, netos e, na nova fornada, bisnetos e até pequenos tataranetos continuam com vigor a responsabilidade de levantar cada vez mais o nome da cidade. E, para coroar e fortalecer o esporte, novos integrantes como jogadores, patrocinadores e incentivadores aderiram aos anteriores. Pujante sangue novo dos Sábio de Melo, Salomão, Do Val, Jardim, Romero, Ferreira, Garcia, Messias, Duzzek e muitos outros, impossível citar todos pois numerosos ao longo desses 65 anos do esporte em Franca, desde a visionária convocação de Dr. Breno, na noite de 23. Atualmente o Franca Polo Clube possui uma área de 7 alqueires, com dois campos modernos e de alto nível, inúmeras cocheiras e uma belíssima e moderna sede social, onde a tradicional confraternização da família polista reúne francanos e visitantes com categoria e sincera amizade. Em tempo: na abertura da temporada de 2003, uma novidade se delineou. As jovens mulheres com seus irmãos, pais e avós polistas não se contentaram em ser apenas torcidas organizadas. Decidiram, com o mesmo forte espírito, treinar e aderir à prática do esporte, para algumas tão familiar. Formaram entãoduas equipes que disputaram uma partida inaugural em janeiro de 2003. Com passageiros momentos menos intensos, atualmente formaram várias e dedicadas equipes com intenso treinamento, abertas às interessadas em geral que se dispuserem a praticar tal esporte. Além delas, muitas crianças de idades variadas estão em treinamento constante e firme. Esta geração em preparo não deixará o pólo francano esquecer-se de suas origens e de sua tradição. Estes pequenos, no futuro, continuarão a surpreender o pólo brasileiro pois não desapontarão a fama da cidade de Franca –– “celeiro de campeões”. O clube se abre para a cidade e para o Brasil.
Estatuto
Balanço 2016 e Balanço 2017

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